A vivência diária dos postulados do Espiritismo
coloca-nos à frente de muitas situações embaraçosas, ante as condições
atuais da humanidade.
É hora do testemunho! A permissividade, infelizmente, assumiu
postura cidadã. Há muito tempo, ser bom é confundido com ser bobo. Mesmo
assim, cabe-nos trabalhar o nosso progresso para nos tornarmos pessoas
melhores e isto, como propõe a Lei de Sociedade em O Livro dos Espíritos,
nos será oportunizado na vida de relação.
Não adianta fingirmos de bons – adotando fala mansa e melosa, acompanhada de sorriso comedido,
meio-sorriso.
E o nosso coração? E as nossas atitudes ante as
adversidades e os convites para “levar vantagem em tudo” e responder às
agressões com outras tantas agressões?
Na instituição espírita podemos assumir ares de
“bonzinhos”, mas é na vida de relação junto à família, ao ambiente de
trabalho e à sociedade de uma forma geral que precisamos demonstrar o
aprendizado espírita.
Aliás, assim como “bonzinho”, algumas outras
palavras colocadas no diminutivo passam a ter entendimento pejorativo.
Vejamos o vocábulo “irmão”, muito usado por Jesus
e pelos Benfeitores Espirituais para nos fazer entender que todos somos
irmãos, filhos de um mesmo Pai. Porém, o diminutivo “irmãozinho”, muito
utilizado no nosso meio espírita, traz pesada carga de subalternidade para
aquele a quem assim denominamos.
É nosso “irmãozinho” o assistido com alimentos na
casa espírita, colocado, assim, numa condição de subalternidade social.
É, também, nosso “irmãozinho” o espírito necessitado,
socorrido nas reuniões de desobsessão, colocado,
dessa forma, numa condição de subalternidade moral. Ora, por que, nesses
dois casos, não são nossos irmãos, mas “irmãozinhos”? Não conseguimos
entender essa referência no diminutivo como motivada pelo carinho, pois
este, se verdadeiro, concebe o outro em pé de igualdade e não de
subalternidade.
Então, esses, tanto os que recebem a sacola de
alimentos nas casas espíritas, como os espíritos assistidos nas reuniões,
são nossos irmãos que temporariamente podem estar em provação, mas, nem por
isso, estão necessariamente em condições espirituais inferiores àqueles que
os denominam de “irmãozinhos”.
Fonte: O Redenção Boletim Informativo Mensal Ano 9 No. 118 - Julho/2008 – Grupo
Espírita Redenção
– Rio de Janeiro - RJ